
Eu, sentado, esperando um sorriso de brincar
Eu, sentado, cheirando agosto perfumar meu norte
Eu, sentado, olhando pela curva perdida ao sol
Distante demais
Eu, sentado, fazendo bugigangas de argila
Eu, sentado, escrevendo na terra minha idade
Eu, sentado, dizendo baixinho nome de mulher
Distante demais
Eu, sentado, ouvindo no vento canção de ninar
Eu, sentado, traçando torto um caminho reto
Eu, sentado, mastigando gengibre torrado
Distante demais
Eu, sentado, aliança apertada no dedo
Eu, sentado, corda amarrada no pescoço
Eu, sentado, cabeça pesada na bandeja
Distante demais
Eu, sentado, loucura saindo da razão
Eu, sentado, dor em gotas caindo da alma
Eu, sentado, sorte dormindo muito longe
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