
Se eu parar e olhar por onde andei penso até ser certa a constatação que estou vivo. Embora minha convicção seja redundantemente certa, será que estou realmente vivo? Eu olho para os lados e vejo pessoas respirarem, andarem e falarem. Estas pessoas parecem todas vivas. Parecem.
Os valores da vida, hoje em dia, nos causam dúvidas. Estou falando daquela velha peleja do verbo ser com o verbo ter. Tudo está muito mudado. O poeta das palavras virou o poeta das letras. A minha conta bancária é mais importante que a sombra de uma árvore numa tarde quente de verão.
Quando alguém começar a ler esse texto pensará que estou falando de mim mais uma vez. E não estou? Talvez sim. Mas você já se perguntou se está vivo hoje? Claro, sei que respira, anda e blá, blá, blá – mas não é disso que falo. Você está vivo de verdade ou só parece? Parecer é moleza, viver é que são elas.
Você sabe as duas únicas coisas que me fazem viver? A primeira delas é o amor e confesso que não amo e, ou sou amado faz muito tempo. A segunda é a arte e negligencio minha própria arte diariamente. Portanto, viver eu sei o que é. Talvez eu tenha vivido em alguns momentos. E quem sabe voltarei a viver qualquer dia desses. Mas e você que se acha tão dono da razão?
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