sábado, 19 de setembro de 2009

Amo ouvir sua voz

Toca o telefone e é a Carol. Atendo sorrindo, porque na vida algumas pessoas nos fazem sorrir. E falo oi e ela fala oi também. E assunto vai e assunto vem. Ela conta do trabalho, ela conta da amiga e do amigo e do filho e do cachorro...! E eu escuto tudo com uma felicidade que só a Carol me traz.


E vai passando o tempo, os minutos, as horas, os dias – e já faz semanas, meses e anos. E eu e a Carol estamos aqui – estamos lá – estamos em vários lugares e em vários momentos. Eu desenho a Carol na minha cabeça e ela diz que sabe como eu sou. Eu tenho a Carol no meu coração e ela me disse que na parede do quarto tem uma foto minha.


E falamos sobre chocolate, bolsa, viagem, açaí e amor. E eu devo conhecer a Carol faz uns 350 anos e a Carol deve me conhecer faz uns 349 anos. E o mundo nos conhece mais que nós a nós mesmos. E eu digo que ela é linda. E ela me diz que sou um fofo. E eu digo que estava com saudades. E ela me diz que também.


E o sol está forte lá fora. E a chuva está forte lá fora. E as estrelas não param de brilhar. E as flores perfumam o meu cabelo. E a lua também está tão linda. E tudo pode ser um sonho. E tudo pode ser real. E eu vejo um mundo lindo pela janela do meu quarto. E eu vejo um quadro feito a bico de pena. E a Carol me pergunta do outro lado da linha se ainda estou aqui.


E vamos construindo nossos sonhos juntos – e vamos enchendo de “E” esse texto curto. E eu gritando mudo para o mundo o quanto gosto de você, Carol. E nós tocando um piano juntos, e nós contentes acariciando o rosto um do outro agora, e nós cuidando um do outro sempre. E toca o telefone e é a Carol de novo. E toca o telefone e é a Carol de novo. E toca o telefone e é a Carol de novo...!

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