domingo, 3 de outubro de 2010

Geraldo Vandré - um gênio louco...?


Abaixo está uma entrevista de Geraldo Vandré, dividida em quatro partes, ao canal de TV Globo News. Não há informações que Vandré tenha dado entrevista para um canal de TV nos últimos 40 anos. A inteligência e cultura dele aliados a uma perceptiva falta de concatenação de ideias com o tempo, por vezes - talvez devido a uma perturbação psicológica - talvez a uma debilidade por causa da idade - transforma a entrevista ainda mais íncrivel. Estamos diante de um gênio, embora velho e cansado. Adorei essa entrevista.

Geraldo Vandré - 4ª e última parte

http://www.youtube.com/watch?v=_6JN02paILY

Geraldo Vandré - 3ª parte

http://www.youtube.com/watch?v=apz2_Bw0ng8

Geraldo Vandré - 2ª parte

http://www.youtube.com/watch?v=4iPt9teWsdw

Geraldo Vandré - 1ª parte

http://www.youtube.com/watch?v=BYrKmUFTDlk

domingo, 18 de julho de 2010

O talentoso Sílvio Brito

Algumas coisas mudam sempre e outras não mudam nunca. Corrupção no Brasil é algo que não muda. A mídia mudou para pior. Mas o talento desse "cara" também não muda nunca. Dá-lhe Sílvio Brito!

http://www.youtube.com/watch?v=O0N7Eun9Eys&feature=related


domingo, 13 de junho de 2010

Filme AO SUL DA FRONTEIRA

Este filme é interessante, porque se não conta as "verdades" (teorias) - pelo menos conta as "mentiras" (teorias) dos que estão na América do Sul e não dos que estão na América do Norte. É a nossa visão do caos e não a deles...!


domingo, 9 de maio de 2010

Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo




Ontem assisti ao filme Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo. É um filme difícil - só para "iniciados" na tarefa de ser paciente para observar um pequeno-grande filme. E tem que ter sensibilidade para enxergar o sensível. A maioria não tem, infelizmente. O filme é de Marcelo Gomes e Karin Ainouz. Os dois são muito bons.


domingo, 4 de abril de 2010

Chico Xavier e Daniel Filho...




Na sexta-feira assisti ao filme Chico Xavier, do diretor Daniel Filho. Quem já me conhece, faz algum tempo, sabe exatamente o que acho do Daniel Filho como diretor de cinema, né?! Quem não me conhece como deveria, ainda, sabe que eu acho ele um MERDA. Isso, com letras grandes mesmo.


Mas, o fato é que recentemente assisti a um filme do Daniel Filho que gostei: Tempos de Paz. Agora fui ver Chico Xavier pensando que a história de Chico é tão incrível que o Daniel Filho poderia fazer um filme fraco, mas não tinha como errar. Chico Xavier tem história para se fazer 10 longas sobre ele e ainda sobra história.


Bem, Daniel Filho realmente não fez um bom filme, mas fez uma história focada - não teve a pretensão de resumir Chico Xavier em duas horas e isso é um grande mérito do diretor global. Continuo sem gostar do Daniel Filho, mas tenho que admitir que seus últimos dois filmes não são ruins - até têm momentos de qualidade.


Para quem gosta de Chico Xavier ainda não será esse o trabalho definitivo - o filme. Para os jovens que nem conhecem Chico Xavier não será pelo filme de Daniel Filho que o conhecerão, mas é um bom começo para instigar a curiosidade por personagem tão incrível e real da HISTÓRIA, assim com letras grandes, desse imenso e fantástico país chamado Brasil.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Texto muito bom...




Chapeuzinho passa nervoso na floresta do Ibirapuera

Pedro Alexandre Sanches, colaborador iG Cultura


Mallu Magalhães estreou turnê de seu novo disco em São Paulo


“Ai, tô tão nervosa.” É a oitava música da noite, e Mallu Magalhães ainda não conseguiu relaxar. “Coragem, Mallu!”, ordena a si própria, ao microfone. “É muito grande aqui...”, assusta-se, referindo-se ao Auditório Ibirapuera. É grande a tentação de afirmar que ela não está se saindo bem nesse show de estreia da turnê do segundo disco. Mas espere um momento. Em vez de julgá-la, experimente se imaginar na idade dela, 17 anos, e no lugar dela, comandando um palco com 800 espectadores que olham avidamente para você. Não parece razoável, parece?


Mallu permanece nervosa por todo o show, incomodada por uma troca frenética e infernal de instrumentos. Talvez mais nervosa que ela, a produção não a deixa em paz, não dá tempo para que se apegue a este ou àquele violão. São tantos instrumentos grandões nas mãos dessa menina pequena, parece que esta noite o lobo mau reencarnou na figura inofensiva de um banjo.


É fácil perceber que Mallu não tem autoridade sobre o público. Não tem, nem poderia ter. Alguém disse a essa doce menina que ela estava pronta – o pai, alguns publicitários “geniais”, um bando de jornalistas escrevendo escrevendo escrevendo sobre ela. São (somos) todos cúmplices de uma crueldade.


“Eu saí de uma escola de que eu gostava, e meus amigos dessa escola vieram hoje”, a pequena comemora, morrendo de vontade de estar feliz. Os coleguinhas a aplaudem, solidários. Eles provavelmente só estudam, enquanto a amiga mais “famosa” deixa as bonecas de lado para pegar no pesado.


Espalhou-se isto por aí, mas, não, ela não é uma garota-prodígio. É uma menina de 17 anos forçada a trabalhar duro como a mulher feita e dona de si que ainda não é. Não deve ser por outra razão que pensa gostar tanto de folk – aí está um gênero musical gringo que fala desesperadamente de prisão, escravidão, assuns pretos, blackbirds, exploração e desejos de libertação. Não é por outra razão que "Don’t Think Twice, It’s All Right", de Bob Dylan, veste tão sob medida nessa menina.


Durante a participação especial de Marcelo Camelo, o violão de Mallu faz um barulhão não programado. Ela pede desculpas. “Me falaram para não pedir desculpas no palco, mas...” Devem falar isso para todos no curso de boas maneiras para o palco, mas aos 17 anos a gente ainda guarda um tanto de rebeldia, ainda ousa desobedecer. Frustrada com a falha, Mallu não resiste e chora. Não é o “meu choro de mulher” fantasioso citado numa letra, mas o choro límpido, cristalino e muito real da menina que ela ainda é.


“Ai, cansa...”, desabafa, antes de cantar seu maior (maior?) sucesso. Se já a orientaram a não pedir desculpas, é certo que em breve vão ensiná-la a não dizer isso também. Mas se coloque mais uma vez em seu lugar, aos 17 anos, cantando e trocando de violão sem parar, tendo de prestar contas a público, pai, publicitários, jornalistas, cúmplices em geral. Sabe aquele pesadelo em que a gente se vê descalço na escola, sem ter como esconder da professora os pés desnudos? Já pensou viver esse sonho na realidade? “Ai, cansa...” é, sem sombra de dúvida, o instante mais importante de todo esse rito de crueldade.


Como é da psicologia humana, Mallu relaxa um pouco nos três ou quatro números finais – o vislumbre da liberdade é o maior (maior?) nutriente de um prisioneiro, seja ela, sejamos nós. É uma garota adorável, e será uma artista adorável, se os gaviões lhe concedermos a gentileza de amadurecer em paz – em paz e no tempo certo, sem essa caretice mercadológica de simular transferir a ela a “maturidade” que nós, adultos, não temos.


Sobre as canções do show? Vamos deixar para falar delas quando Mallu for maior?

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Carnaval o caramba!




É carnaval no Brasil. Muita música chata, muita dança chata, muita gente pelada e uma suposta alegria por todos os cantos. Eu não gosto de carnaval, mas sou minoria. No Brasil são quase 190 milhões de pessoas e dizem por aí que o povo adora carnaval. Para mim, são quatro dias perdidos. Mas não me perco neles. Leio muito - assisto muitos filmes e descanso. Se tivesse dinheiro, viajaria. O que não estou nem aí é para o próprio carnaval. Quero que ele se dane! Talvez eu seja um grande tolo por pensar assim - mas deixe-me sê-lo em paz.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Meu futuro...




Ontem, comecei minha pós-graduação em Marketing Político. Inicio uma nova etapa em minha vida. Os planos são muitos, mas o silêncio é a melhor coisa a dizer no momento. Mas quem sabe no futuro a vida não ganhará um novo brilho. Quem sabe...!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Gita





Bhagavad Gita é um livro escrito 3 mil anos antes de Cristo e é considerado a bíblia do povo indiano. Um poema épico que foi, até certo ponto, popularizado no Brasil por Raul Seixas, através da música Gita. Por acreditar em dias melhores para o mundo e seu povo e por considerar Raul Seixas um dos nomes mais originais que a música brasileira já produziu - deixo aqui Raul falar...!


terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Escrevo, logo existo




José andava pisando devagar nas pedras lodosas daquela mata fechada que circundava o Rio dos Inocentes. Ele havia conhecido o rio por intermédio de uma ex-namorada, cinco anos atrás. Gostou do lugar e, mesmo tendo terminado o namoro, virou um frequentador assíduo daquele pedaço de mundo. Com o tempo, ali virou seu refúgio em momentos difíceis da vida. E aquele era um desses momentos. Fazia pouco mais de 24 horas que ele havia enterrado sua mãe.


Quando tinha 11 anos de idade, José leu um livro chamado O rato não quer morrer. Gostou muito do livro, porque embora fosse literatura juvenil (José gostava de ler livros de adultos) aquele livro questionava vida e morte – assuntos metafísicos e filosóficos de grande importância, em sua humilde opinião de menino. José gostava disso. Ele gostava de tentar entender o que algumas pessoas desistiam com o passar do tempo.


Agora ele estava ali. Era somente José, o rio, a mata e as lembranças de sua mãe. Para alguns, aquilo era pouco. Para outros, aquilo era muito. Para José, aquilo era tudo. O rapaz, com 27 anos e um diploma de psicologia guardado na gaveta, trabalhava de sol a sol, como carpinteiro, para ter uma vida digna para ele e sua mãe. Havia morado e trabalhado dois anos de forma clandestina nos EUA, onde arrumou dinheiro para abrir uma pequena carpintaria, em São Bernardo do Campo, ABC paulista.


Foi com essa carpintaria que José e sua mãe passaram a viver de forma um pouco mais confortável – depois de muito sofrimento da mãe, como doméstica, e dele próprio, como bancário, pagando faculdade, e vivendo precariamente na difícil tarefa de ganhar o sustento num país de desigualdade social extrema como sempre foi o Brasil. José, ainda jovem, achava estar no caminho certo. Sua mãe lhe apoiava incondicionalmente, mas um enfarto fulminante deixou José sozinho com seus sonhos.


Então, José olhou para cima – mirando admirado aquela árvore centenária que tantas vezes lhe serviu de abrigo na hora do choro. O coração apertado. A garganta com gosto de sal. Aquela gigante de raízes múltiplas e de tronco robusto superara a barreira dos 100 anos, mas Maria, sua querida mãe, ela não. Maria falecera aos 49 anos e nunca mais ele teria seu colo como abrigo e proteção. E nunca mais era muito tempo. Homem crescido, encostado na árvore, procurando vida, José só encontrou forças para dizer: obrigado, mãe!


Fábio olhou para a tela do computador e viu mais uma página escrita do início de seu quinto romance. Brincou consigo em voz alta: alguém tem que escrever nesse país! Levantou-se da cadeira e foi se aprontar para ir à casa de seus pais. Era domingo e sua mãe lhe prometera aquela macarronada com frango que ele tanta gosta. Pensou que um pudim de leite condensado, como sobremesa, também cairia muito bem. Pensou, por fim, que a vida é gostosa de ser vivida, apesar das agruras.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Viajando e sendo feliz




Fiquei uma semana em Montevideo. Passei meu Réveillon lá. E gostei, mais uma vez, de ter saído do Brasil na virada do ano. Eu me ausento, nessa época, para voltar mais disposto e, ao mesmo tempo, gostando mais do meu País. Não que ele seja o melhor, muito longe disso, mas ele tem minhas raízes, ele tem meu DNA.


Lá no Uruguai o lugar que eu queria mais conhecer era Colonia Del Sacramento, uma pequena cidade, do século XVII, colonizada por portugueses e que ainda guarda suas construções coloniais com carinho. Tudo bem pertinho do mar. Um lugar lindo. Mas quis Deus e, ou o destino que nesse dia eu não estivesse bem. No dia anterior havia perdido carteira com dinheiro, documentos e cartão de crédito.


Mas curti ter andado pelas ruas estreitas de Colonia. E não é que no dia seguinte encontrei minha carteira lá em Punta del Leste...?! E estava com tudo dentro – não faltava sequer um real, um peso ou um dólar. A vida é engraçada! A viagem toda foi muito boa. No final do ano quero ir para Cuba. Sim, o Fidel não pode morrer até lá. Aguenta firme, Fidel! Ele é forte! E nem eu posso deixar a Terra, né?! Ainda é cedo – quero viajar muito por aqui ainda.