
Para mim, falar de amor é também falar de tentativas, de ousadias, de alegrias, de ilusões, de tristezas - atire a primeira pedra quem nunca amou. E eu vou tentando, ora com passos curtos, ora com passos longos, porque a vida não perdoa os que param no meio do caminho.
Ontem comi comida chinesa na praça de alimentação de um shopping e enquanto saboreava o tempero asiático feito por algum nordestino local, observava os casais a sorrirem e a fazerem juras silenciosas de amor eterno.
Enquanto escrevo esse pequeno texto leio na internet que uma frente fria está chegando na região sudeste. Tem feito muito calor aqui em São Paulo e o calor é muito bom para se passar um fim de semana na praia ou em um sítio. Somente. São Paulo cheira a óleo diesel e essa frase não é minha.
Eu continuo falando de amor, embora não pareça. O amor é o oposto da solidão, mas confesso acreditar que um não vive sem o outro - embora pareça incoerência meu raciocínio. Amor é uma porta entreaberta por onde nem sempre podemos cruzar. E começou a chover lá fora. E o meu relógio mostra 8h25.
O amor e a falta dele são os dois sentimentos que mais me encantaram até hoje. É por isso que quando chegam as manhãs quentes de verão e as noites frias de inverno ainda assim eu trago comigo a esperança de a literatura me ser importante, mas não única, e de um dia outros parágrafos, vírgulas e pontos dizerem muito mais que o silêncio de um fim de semana tranquilo.
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