Duas horas atrás assisti ao filme BESOURO, de João Daniel Tikhomiroff. A película fala sobre um capoeirista do começo do século XX, no interior da Bahia, que não se sabe com certeza se existiu ou não, mas que virou uma lenda da capoeira. Talvez o maior capoeirista que já existiu. Talvez apenas uma boa história. Não se sabe.Já o filme, não é bom. Mas por ser uma tentativa de um bom filme de ação no cinema nacional - que não é dado a filmes de ação nos últimos anos - é uma conquista. Trata-se de um trabalho ousado por parte do diretor. Pena que sua ousadia ficou no argumento e o desenvolvimento do longa foi conservador demais e se perdeu numa total falta de identidade.
Mas gostei. É uma pena que numa sala de 297 lugares apenas 6 estavam ocupados e que nesse País, quando um filme não tem rostos globais e toda a mídia que essa máquina sinistra de ilusões, chamada Rede Globo, constroi, esse filme está fadado a passar despercebido nas telas brasileiras. Eu me sinto feliz por ter ido ao cinema observar com mais atenção ao BESOURO. Valeu!
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